É claro, que houve alturas em que eu simplesmente me escondia. Como uma pequena ervilhinha na sua vagem, puxando o cobertor para mais 5 minutos de "repouso". Oh mas eu sabia,... mesmo ali eu sabia que faltava a chama, faltava o fogo sobre o altar, faltava a destemida audácia. "Nada tendes porque não pedis." (Tiago 2:4). Oh sim, mais do que em tudo o resto (teríamos nos a petulância de deduzir que a afirmação se refere a qualquer outro domínio que não o espiritual?), isto é verdade. Recebes aquilo que pedes, encontras aquilo que buscas. O bom e o mau. E então peço um bom dia, peço alimentos abençoados, peço noites descansadas, peço perdão pelos pecados, peço protecção para os amados. Mas não peço fé que move montanhas, não peço Espírito derramado, não peço o espírito inabalável de uma guerreira do Santo Gibborim.
Onde está a ousadia? "Pede e ser-te-à dado" mas Pede! Pede com coragem, pede com audácia, pede como se a tua vida dependesse disso, toma conta da bênção Divina com a humildade de um servo mas a firmeza de um guerreiro. Oh, pede e busca como se fosse o tesouro dos tesouros, água bendita para a garganta moribunda e ressequida, oh simplesmente pede! "O Senhor aguarda para ser gracioso contigo." (Isaías 30:18)
O céu está escuro. As nuvens não avizinham uma grande hora para uma corrida mas saio de casa na mesma. Ainda no primeiro km sinto a primeira pinga. Vou para trás? Sigo em frente? Acelero o passo numa corrida desenfreada, sem vacilar, sem fraquejar. As gotas engrossam, quase entrando no ritmo da melodia que só eu escuto, nos ouvidos e na mente. Não paro. Ainda não é o fim.
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